sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Vivendo de Abstrato

Dizem que sou abstrata
Dizem que nada me agrada
Que minhas escolhas não se alinham com a realidade
É junto da correnteza que me encontro
É em um barco de papel que lhe mando minhas cartas
E vejo o amanhecer aveludado
Tristes cartas sempre com um fim
A cada fim é meu naufrágio
Sempre tão longe das margens
Me perco, e te encontro...
Eu pensei ter ouvido você chegar.

Jaqueline Caretta





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