sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Ponteiros Tristes

Impaciente, olha o relógio que deixara sob a meia luz,
Os ponteiros imóveis e tristes
Sentindo a calmaria que a consome
Uma multidão de silêncio que a arrasta
Perdeu a consciência
Acordou e voltou a dormir.

Jaqueline Caretta


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Conceda-me Asas

Espreitando o dia partindo pela janela
Uma borboleta passa, e peço para que me conceda tuas asas
O coração bate leve no peito
Um pingo salgado o faz quase parar.

Jaqueline Caretta


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Vivendo de Abstrato

Dizem que sou abstrata
Dizem que nada me agrada
Que minhas escolhas não se alinham com a realidade
É junto da correnteza que me encontro
É em um barco de papel que lhe mando minhas cartas
E vejo o amanhecer aveludado
Tristes cartas sempre com um fim
A cada fim é meu naufrágio
Sempre tão longe das margens
Me perco, e te encontro...
Eu pensei ter ouvido você chegar.

Jaqueline Caretta





quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O Amargo e a Doçura


Jovem donzela com sonhos alarmantes
Jovem essa que não vivera muito,
mais o suficiente pra sentir o amargo da vida
Amargo esse que se desfaz aos poucos com sua doçura
Sonha acordada pequena menina
Sonha com escolhas não feitas
Sonha com o que jamais sonhou
Acorde menina donzela
Esse sonho acabou.



terça-feira, 13 de setembro de 2011

Céu de Vinil

Apontar e Navegar  
Arranhar o céu de vinil
Bordar o sorriso
O nó que se desata
O Soluço que não mais se escuta
Fechava os olhos para ver
Via o lápis cor de vida contornar a aura
Via a Paz adornar o vento
Acordou abraçando os joelhos com tormento
Era o mundo que fizera
Era um mundo de faz de conta que estivera.
Jaqueline Caretta






segunda-feira, 12 de setembro de 2011

De encontro com o Caos...

Imprevisível e delicada
As escolhas que fazia eram de mudar ou destruir 
Era além do que se era
Era perfeitamente encapuçada
Nada se alinhava com sua realidade
E nenhuma perfeita lembrança se fazia presente 
Sentia primeiro, pensava tão pouco
Há tempos regressava com a mente perturbada e o coração incerto. 
Ainda se encontrava com a vida que lhe deram 
Mais ainda assim preferia o caos.


Jaqueline Caretta

...Somos passageiros a bordo, separados por vagões...

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Trechos de uma Carta de despedida...

            De tudo que foi dito confesso que pareceu o reverso, que quem estava terminando era eu, pois escolheu de tantas palavras as mais belas. E isso não era nem um pouco condizente com o fim, pois eram palavras de inicio.
 De tantas as coisas que já presenciei, aquele foi o fim mais doce que senti, mais é claro, que o amargo chegou, assim que você partiu, e ainda está aqui juntamente com um nó que sinceramente acho que se trata de um nó cego.
 Jaqueline Caretta



Eu só queria poder salvar uma vida



Eu trocaria todos os meus desejos  por apenas um, eu só queria salvar uma vida, é com um travo no peito que vivo tropeçando pela vida, assim sem mais, nunca fui forte o bastante, vivo sempre esperando, minha angustia me consome, eu só queria salva-la e trazê-la para o soluço da vida. Nós éramos duas e agora eu não sei ser uma, minha mente me perpetua a viver na escuridão, sem ânsia de um novo amanhecer. Acho que quando ela se foi, levou minha alma. O olhar perdido ficou, eu só queria poder salvar uma vida.
 Jaqueline Caretta

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O destoar das cores - Relatos de uma vida

Sempre tive a convicção de que não viveria muito, aquela sensação de que todo dia é único as vezes vivido com a alegria de uma criança ao ganhar um pirulito daqueles grandes e coloridos, as vezes com a amargura de um dia nublado, nunca fui muito desse mundo, vivi, senti tudo com muita intensidade amei demais, chorei demais, ri demais, nunca encontrei meu equilíbrio, se é que nasci com um, acho que não, equilíbrio pra mim não passa de um numero que os circenses fazem nos  picadeiros.
 Sufoquei-me por varias vezes, pensei em desistir, ali foi o começo do meu fim, meu eu não existira mais, nunca mais fui a mesma, tudo destoava, as cores que eram tão contrastantes ficaram velhas apagadas sem graça, nada mais me bastava. Passei os dias com um travo no peito, amarga, era que me faltava o meu eu..
  Talvez por fraqueza ou só por não conseguir, meus olhos não suportavam mais chorar , minha alma doía . O encanto da vida se desfez. E eu morri varias vezes nessa vida.
                                Jaqueline da Silva Caretta






quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Apenas isso...

E talvez a vida seja só isso, nos perder um na vida do outro, onde tudo que começa  já é predestinado a acabar, não importa o quanto você tente segurar , isso só  diminuíra a velocidade do fim .
O que mais me intriga é ver como o amor passa de suas tantas fases a nada. 
                                Jaqueline Caretta

Talvez seja só isso...(Mãe)

Eis a vida na luz que o sol deixa ao entardecer em um  domingo, amargo domingo, desde que me vi sem ela.
E toda a minha vida se foi em um domingo como este, ainda sinto o amargo a apertar e as lagrimas lavarem meu sorriso, o pesadelo presente em cada passo dos dias, que me perpetuam a dor. Falam de coração partido mais meu corpo todo dói.
E menos de um ano se passou, o tempo só faz piorar é como se a dor pulsasse a cada instante de respiração, e assim será até não pertencer mais a condição desumana de ser humana .
                                                   Jaqueline Caretta


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Esboços...


Essas minhas desequilibradas  palavras confundem!
Sabe o que é?
 Vivo sempre de esboços e sabe meu equilíbrio? Sempre  foi  uma linha tão fina que as vezes não sei me portar.
Esses últimos tempos, vivo numa dualidade dilacerante entre essa tal emoção e a razão.
Não entendo aquilo que entendo.
Eu nunca parei pra pensar na realidade, até porque nunca dependeu de mim. Essa limitação de viver apenas do que faz sentido nunca fez parte dos meus sentidos.


   Jaqueline Caretta



E era o que eu não queria...

Reluziu e ficou nitido , aquillo que me consumia,
Quis Evita-lo,
Mas minhas palavras que sempre negavam se acalmaram e o que  sobrou foi o silencio! 


Jaqueline Caretta




Encolhido...

Das Vezes que me olhei
E enxerguei no fundo d'alma lhe vi
Encolhido,
com cuidado para não acordar-lhe sussurrei,
a brisa lenta me levou o que não me pertencia mais,
e que jamais um dia pertenceu
E acordou, descuidadosamente lhe acordou
e não pude mais ver a minha alma, só a sua, encolhida 
ainda assim a via.
Jaqueline Caretta



E ele era...

E eu achei que ele era o príncipe destinado a mim, e quantos caminhos percorri até chegar perto dos olhos mais lindos do mundo. Passei por alegrias, tristezas, razões e emoções dilacerantes, na mais amplitude.
 Meus olhos ardem, meu coração há tempos anda remendado. E quando ele se parte, tudo ao meu redor se despedaça.
                                    Jaqueline Caretta